SUCESSO! CURSO DE TREINAMENTO FUNCIONAL & CORE NO VII ENCONTRO INTERNACIONAL

No dia 31 de julho 37 profissionais, de Educação Física, Fisioterapia e Medicina, vindos de São Paulo, cidades do interior, Salvador, Campo Grande, João Pessoa, participaram do Curso de Treinamento Funcional & CORE ministrado pelo Prof. Ms. Mauro Guiselini, Prof. Fisio. Rafael Guiselini com a colaboração do acadêmico Thiago Barbosa, todos do Instituto Mauro Guiselini. Durante 08:00 horas de informações teóricas e muita prática os profissionais tiveram acesso a conteúdos exclusivos desenvolvidos pelo Instituto Mauro Guiselini.





Ninguém precisa ter a idade que aparenta!

Ouça mais um programa da Radio Instituto com o Prof. Ms. Mauro Guiselini comentando a entrevista do Dr. Deepak Chopra na Revista Veja

 
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JOPEF CURITIBA 2010 - COMO ACESSAR O POWER POINT DAS AULAS MINISTRADAS PELO PROF. FISIO. RAFAEL GUISELINI

JOPEF CURITIBA 2010 - COMO ACESSAR O POWER POINT DAS AULAS

SUCESSO DA EQUIPE DO INSTITUTO MAURO GUISELINI

Acad. Walter Laurino Acad. Tiago Barbosa Prof. Fisio. Rafael Guiselini

No último JOPEF, realizado na cidade de Curitiba de 03 a 06 de junho, o Prof. Fisio. Rafael Guiselini, Diretor do Centro de Aptidão Física, com a colaboração dos acadêmicos Walter Laurino e Tiago Barbosa, pesquisadores do Instituto Mauro Guiselini, ministrou o Curso de Treinamento Funcional & CORE e Isolamento Muscular, a palestra Treinamento Funcional, Core e Isolamento Muscular: prescrição de treinamento para emagrecimento, condicionamento físico e bem-estar e o workout Circuit Training Funcional.

O curso foi assistido por 210 alunos, a palestra foi assistida por  400 alunos que se inscreveram no Curso de Personal Training  e 60 alunos participaram do workout.

Para você ter acesso ao conteúdo da palestra e do curso clique no site no local identificado MATERIAIS EXCLUSIVOS, siga os passos e você poderá baixar o conteúdo do JOPEF e demais as aulas ministradas pelo Prof. Ms. Mauro Guiselini e Prof. Fisio. Rafael Guiselini.





Educação a Distância e Educação Física: Isto funciona?

Ouça a entrevista do Prof. Ms. Mauro Guiselini com Giovanni Ferreira, especialista em Educação a Distância.

 
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Treinar o “Abdome Superior e o Abdome Inferior”

Treinar o “Abdome Superior e o Abdome Inferior

Prof. Ms. Mauro Guiselini

A Flexão do Tronco

A flexão do tronco é livre na região cervical, limitada na região torácica e livre novamente na região lombar. Ao contrário dos músculos extensores posteriores, os flexores anteriores não percorrem a coluna vertebral em todo o seu comprimento. A flexão da coluna vertebral lombar é criada pelos abdominais, com a ajuda dos músculos psoas maior e menor. A força de flexão dos abdominais também cria o pouco de flexão que existe nas vértebras torácicas. Os abdominais consistem em quatro músculos: reto do abdome, oblíquo interno, oblíquo externo e transverso do abdome (Hamill e Knutze, 2008)


Músculo Reto do Abdome

Músculo Oblíquo Externo do Abdome


Músculo Transverso do Abdome

Músculo Oblíquo Interno do Abdome

Além de flexionar o tronco, os abdominais aumentam a pressão intra-abdominal ao se contraírem. Isso diminui a força compressiva na coluna vertebral e reduz a atividade dos músculos eretores da espinha.

O transverso do abdome desempenha um papel maior no aumento da pressão intra-abdominal, em comparação com o trabalho dos oblíquos.

Além disso, os músculos oblíquo interno, externo e transverso do abdome se inserem na fáscia toracolombar que reveste a região posterior do tronco. Quando esses músculos se contraem, fazem incidir tensão na fáscia, fornecendo sustentação à região lombar e reduzindo a tensão nos músculo eretor da espinha posterior. (Hamill e Knutze, 2008; Check, 2005;

*Dois outros músculos contribuem para a flexão na região lombar, o iliopsoas e quadrado do lombo(sem imagem)

A Inervação do Reto Abdominal e Oblíquo Externo e Interno

O reto abdominal tem oito fontes de inervação (T5/6 - T12/L1), enquanto os oblíquos têm inervação da T7 - T12. Existe compartimentação da musculatura da parede abdominal, uma vez que tem a função de estabilizador e motor primário - muitas vezes em um mesmo movimento. O bom controle neuromuscular é essencial para a capacidade de executar as duas ações (Check, 2005).

Abaixo do umbigo, estes músculos são inervados pelos nervos ilioinguinal e ilio-hipogastrico (os quais tem a origem  predominantemente na L1), e estão localizados abaixo do umbigo. Isto é como separar a região do abdome em superior e inferior neurologicamente.

Abdominal Superior e Inferior

Na prática, quando o tronco é estabilizado, ocorre a flexão do quadril pela ação dos músculos flexores do quadril, assim sendo, os exercícios são “popularmente denominados abdominais infra ou abdominais inferiores”.

Com a estabilização do quadril , quando ocorre a flexão do tronco, em particular na região lombar, pela ação dos músculos flexores do tronco, os exercícios são denominados “abdominais supra ou abdominais superiores”.

Orientações Metodológicas

O professor ao selecionar os exercícios, uma vez identificado o objetivo e a necessidade do aluno, determina a região do corpo (tronco ou quadril) que será estabilizada e qual será movimentada, assim o exercício abdominal escolhido será  supra ou infra; esta é uma divisão cuja  referencia é neurológica - nervos que suprem os músculos, que estão acima do ou abaixo do umbigo: supra ou infra-umbilical.

Sob o ponto de vista metodológico, para selecionar e aplicar os exercícios abdominais conhecidos como “superior ou inferior”, bem como determinar o número de séries, repetições e a freqüência semanal, recomendo considerar s seguintes aspectos:

  • As experiências anteriores do o aluno, ou seja, se é classificado como sendo iniciante (inexperiente, sedentário), intermediário (se exercita regularmente sem pretensões atléticas) ou avançado (alto nível de performance, atletas);
  • O nível de consciência corporal, coordenação motora e força muscular, em especial a dos músculos localizados no tronco (abdome)
  • A aplicação de testes específicos para identificar o desenvolvimento da consciência corporal, resistência e força muscular

Recomendamos principalmente para alunos iniciantes, sem experiências anteriores, a avaliação dos músculos do abdome (região do CORE), por meio de testes específicos de consciência corporal, resistência e força muscular. Esses testes propiciam muitas informações significativas para que a prescrição dos exercícios seja segura e eficiente.

Verificar se o aluno é capaz de estabilizar o tronco quando o quadril é flexionado (um de cada vez), com a perna estendida, trazendo o joelho flexionado em direção ao tronco ou simultaneamente como, por exemplo, abaixar as duas pernas mantendo a estabilidade da região lombar, são exemplos de testes que ajudam a determinar o nível de capacidade funcional - força, consciência corporal e controle motor,  e propiciam a escolha de exercícios mais adequados a cada aluno.

Os Exercícios Práticos

Os exercícios abdominais estão entre os preferidos, seguramente fazem parte da lista dos mais praticados por indivíduos de ambos os sexos, diferentes idades, níveis de condicionamento físico,  por diferentes motivos, entre ele, fortalecimento, estética (abdome de tanquinho), prevenção e alívio de dores lombares e, por incrível que pareça, para muitos, para diminuir a gordura localizada no abdome…sem comprovação científica, é claro!

Aulas em grupo, treinamento personalizado, preparação física, aula de abdominais, os exercícios abdominais estão incluídos como parte integrante dos programas de exercícios.

No método Pilates, no Mat Pilates (aula no solo), ou nos aparelhos os músculos do abdome, localizados na região do corpo denominada Power House, são solicitados freqüentemente, priorizando a ação dos flexores do tronco e do quadril, como estabilizadores e movimentadores, de forma isolada ou global.

Veja, a seguir, alguns exemplos de “exercícios abdominais” utilizados em diferentes aulas de condicionamento físico.

Exercício 1 - Core Training: Prancha Ventral com apoio dos joelhos

Exercícios 2 - Core Training: Abdominal sobre o Fit Ball

Exercício 3 - Pilates Mat: Single Leg Stretch

Referencias Bibliograficas

1.   Aeberg E. Resistance Training Instructor. 2a. Ed. Champaign: Human Kinetics;2007

2.   Boyle M. Functional Training for Sports. Champaing, IL: Human Kinetics, 2004.

3.  Check, P. Scientific Core Conditioning. Check Institute: Vista (CA), 2005.

4.  Guiselini, M. e Guiselini, R. Treinamento Funcional & CORE. Instituto Mauro Guiselini: São Paulo, 2010.

5.  Hamill, J. e Knutzen, M.K. Bases Biomecânicas do Movimento Humano. 2ª. Ed. Editora Manole: São Paulo, 2008.

6.  Jarmey, C. Músculos: uma abordagem concisa. Editora Manole. São Paulo, 2008.

7.  Lippert, L.S. Cinesiologia Clínica e Anatomia. 4ª. Ed. Editora Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2006.

8.  Middleditch, A. e Oliver, J. Anatomia Funcional da Coluna. 2ª. Ed. Livraria e Editora Revinter Ltda.: Rio de Janeiro, 2008.

9.  Schünke, M. et al. PROMETHEUS: Atlas de Anatomia. Editora Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2006.

10.              Tillmann, B.N. Atlas de Anatomia Humana. Editora Manole: São Paulo, 2006.

11.              Valerius, H.P. et al. O Livro dos Músculos: anatomia funcional dos músculos do aparelho Locomotor.Editora Manole: São Paulo, 2005.





Site do Instituto Mauro Guiselini atinge 100 mil visitas

O site do Instituto Mauro Guiselini acaba de atingir o número de 100 mil visitas! Desejamos agradecer a nosso público por prestigiar freqüentemente os vários recursos disponíveis no site, como a TV Instituto, que disponibiliza dezenas de vídeos sobre atividade física, a área de artigos, com vários textos a respeito das últimas tendências da educação física e treinamento, e a área de comentários, onde você visitante é convidado a deixar sua opinião, sugestão ou pergunta. Você ainda pode ter acesso a conteúdos exclusivos das aulas do Prof. Ms. Mauro Guiselini na área de alunos, bastando deixar seu nome e email aqui neste link.

Aproveitamos para convidar a todos para o próximo Curso de Treinamento Funcional e Core realizado pelo Instituto Mauro Guiselini em parceria com o Instituto Phorte e o FMS. Saiba mais aqui!





INSTITUTO MAURO GUISELINI ESTABELECE CONVÊNIO PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL FMS

INSTITUTO MAURO GUISELINI ESTABELECE CONVÊNIO PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL FMS

O Instituto Mauro Guiselini,  estabelece convênio de exclusividade com a FMS para ministrar o Curso de Avaliação Funcional  do Método FMS: Functional Movement System, por intermédio da Profa. Dra. Carla Sottovia, representante oficial da FMS na américa Latina.

O Prof. Ms. Mauro Guiselini, diretor do Instituto Mauro Guiselini, e a Profa. Dra. CarlaSottovia são os representantes oficiais para a América Latina, começando pelo Brasil,  para ministrar Cursos de Certificação Internacional do FMS: Functional Movement System, criado pelo Fisio. Ms. Gray Cook e Fisio. Dr. Lee Burton.

Prof. Ms. Mauro Guiselini                                                 Profa. Dra. Carla sottovia

A empresa brasileira SANNY tem o licenciamento exclusivo para a fabricação dos equipamentos necessários para a aplicação dos testes de avaliação preconizados pelo método e o Instituto Phorte organiza os cursos de capacitação.

À partir de agora, os profissionais de Educação Física e áreas afins do Brasil, tem a possibilidade de fazer o  Curso de Capacitação em Avaliação Funcional:Método FMS, com Certificação Internacional.

A equipe de pesquisadores do  Instituto Mauro Guiselini, sob a orientação do Prof. Fisio. Rafael Guiselini, desenvolveu o Sistema de Avaliação do CORE e Postural: encurtamentos musculares, que passa a fazer parte do Curso de Avaliação Funcional oferecido pelo Instituto Mauro Guiselini.

Para saber mais visite os sites:

www.institutomauroguiselini.com.br

www.mauroguiselini.com.br,www.institutophorte.com.br,www.sanny.com.br





CURSO DE AVALIAÇÃO FUNCIONAL - SUCESSO

SUCESSO TOTAL!

O INSTITUTO MAURO GUISELINI realizou nos dias 16 e 17 de maio, com a organização do INSTITUTO PHORTE, apoio da SANNY, o Curso de Avaliação Funcional: FMS, CORE e Encurtamento Muscular, ministrado pelo Prof. Ms. Mauro Guiselini, Prof. Fisio. Rafael Guiselini e Profa. Dra. Carla Sottovia. Participaram do 1o. Curso com Certificação Internacional do FMS, 39 professores e fisioterapeutas de São Paulo -capital e interior, Campo Grande, Fortaleza, Vitória, Porto Alegre. Também participou do curso o Prof. Dr. Mário César de OLiveira, membro pesquisador do Instituto Mauro Guiselini, especialista no Método Pilates.

O sucesso do curso foi graças ao excelente conteúdo teórico e prático, abordando os fundamentos do FMS- functional movement system, método de avaliação qualitativa dos padrões de movimento, avaliação do CORE e dos encurtamentos musculares e do excelente nível de conhecimentos e interesse dos alunos participantes.

É com muita satisfação que registramos o email recebido da Profa. Adilma. Obrigado pelas palavras, é um grande estímulo para  continuarmos com nosso trabalho acadêmico.

Sun, 16 May 2010 23:48:13 -0300, Adilma <adilma.ar@bol.com.br> escreveu:

A vivenvia desse final de semana 15 e 16 de maio/2010, foi muito valiosa. É sempre bom acrescentar mais informações ao nosso currículo e principalmente em nosso modelo diário de trabalho. Impossível sair de um curso como esse, sem mudar alguns conceitos.Obrigada a todos professores envolvidos Carla Sottovia, Rafael Guiseline (e equipe)e principalmente ao Mestre Mauro Guiselini.

Prof. Fisio. Rafael Guiselini orienta a aplicação do Teste de Encurtamento Muscular

Alunos do Curso discutem a aplicação dos testes

Prof. Ms. Mauro Guiselini orienta a aplicação do teste de encurtamento muscular

Professores do Instituto Mauro Guiselini e alunos do curso

Equipe do INSTITUTO MAURO GUISELINI: Acad. Walter, Acad. Mariana, Prof. Ms. Mauro Guiselini, Profa. Dra. Carla Sottovia, Prof. Fisio. Rafael Guiselini, Prof. Dr. Mário César de Oliveira, Acad. Tiago e Prof. Téo Guiselini


Tendo em vista o grande sucesso está previsto, para os dias

26 e 27 de junho, a realização novamente do mesmo curso. Acompanhe pelo site do Instituto Mauro Guiselini, SANNY e Instituto Phorte a programação de cursos.





TREINAMENTO FUNCIONAL & CORE: TRI-SET

Tri-Set: uma estratégia de ensino

O Tri-Set é uma das muitas estratégias utilizadas no Programa de Treinamento Funcional & CORE; possibilita uma grande variedade de combinações de  padrões de movimento para o aperfeiçoamento das habilidades motoras básicas (saúde&bem-estar) ou específicas (estética e/ou esportes) e o desenvolvimento das capacidades biomotoras relacionadas à promoção da saúde &bem-estar, estética ou performance, dependendo dos objetivos específicos dos praticantes.

As Habilidades Motoras Básicas (padrões básicos de movimento) - locomoções (andar, correr, saltar), equilibrar sobre um dos pés, agachar, avançar, rotar, empurrar, puxar, flexionar (coluna, quadril), pranchas com estabilidade estática e dinâmicas, são organizadas em grupos de 3 habilidades (tri-set) simples (ex. agachar) ou combinada (avançar com rotação de tronco com medicinebol) realizadas uma após a outra.

As séries e repetições são determinadas em função do objetivo pré-determinado pelo professor, de acordo com as necessidades do aluno.

Neste vídeo criado pela Equipe do Instituto Mauro Guiselini, coordenado pelo Prof. Fisio. Rafael Guiselini, o acadêmico Walter Laurino demonstra a seguinte série:

1. Flexão de braços combinado com flexão dos quadris com auxilio do Fitball (base instável)

2. Prancha Lateral (estabilidade dinâmica)

3. Salto sobre um dos pés em progressão diagonal

Este Tri-Set é recomendado para alunos treinados tendo em vista a base instável (flexão de braços e quadris) e saltos sobre um dos pés (pliometria).

Sugestão de treino: 3 séries; 15 repetições; intervalo de 1 minuto entre as repetições





TREINAMENTO FUNCIONAL:PORQUE AVALIAÇÃO FUNCIONAL

PORQUE AVALIAÇÃO FUNCIONAL

Prof. Ms. Mauro Guiselini

Prof. Fisio. Rafael Guiselini

Construindo um Programa de Treinamento

Um Programa de Aptidão Física, individualizado (Personal Training) ou para grupos, com metas/objetivos relacionados à promoção da Saúde & Bem-Estar, Estética ou mesmo Performance, é elaborado de acordo com princípios fisiológicos, biomecânicos e pedagógicos, com meios e métodos de treinamento criteriosamente selecionados para que os objetivos específicos dos praticantes, pessoas comuns ou atletas, sejam alcançados com sucesso.

Especificamente, a organização de Programas de Aptidão Física relacionados à promoção da Saúde e Bem-Estar vem sendo estudada por vários autores, como Franks (2007), Guiselini (2007), Griffin (2006), Heyward (2002), Guedes e Guedes (1995), entre outros. Existe um consenso comum, entre os especialistas no que diz respeito a elaboração do programa, ou seja, deve ser de acordo com uma ordem lógica que inclui três procedimentos distintos, porém interelacionados: avaliação, prescrição e aplicação prática.

Segundo Guiselini (2009) após estarem de acordo em iniciar o trabalho, estabelecida à relação comercial entre o Personal Trainer e o Aluno/Cliente, ou mesmo entre o aluno que ingressa na academia e adquire um plano, o passo seguinte é a elaboração do programa de treinamento, com orientações individualizadas, que é composto de quatro fases – avaliação, interpretação dos resultados e discussão com o aluno/cliente, prescrição do treinamento e aplicação prática - interelacionados entre si, porém cada uma com conteúdos específicos.

1a. Fase : Avaliação

  • Autorização médica e anamnese.
  • Avaliação postural, antropométrica, metabólica, neuromotora e funcional
  • Avaliação Nutricional

2ª. Fase: Interpretação dos Resultados e Discussão com o Cliente

  • Interpretação dos resultados obtidos nos testes
  • Identificação das metas/objetivos
  • Apresentação da proposta inicial.

3ª . Fase: Prescrição do Treinamento

  • Componentes da Aptidão Física relacionados à promoção da Saúde e Bem-Estar: resistência cardiorrespiratória, força e resistência muscular, flexibilidade/mobilidade, equilíbrio/estabilidade, coordenação motora e relaxamento
  • Componentes da Aptidão Física relacionados à Performance: velocidade, agilidade, potência.
  • Metodologia e métodos de treinamento.
  • Intensidade e volume.
  • Modalidades de exercícios
  • Modelos de Periodização.

4a. Fase: Aplicação Prática

  • Elaboração da aula prática: tempo de duração de cada fase, objetivos específicos.
  • Modalidades de exercícios de efeito geral e localizado.
  • Métodos e estratégias
  • Relacionamento P.T x Cliente.

Avaliação é o Primeiro Passo

Que exercício utilizar, qual método de treinamento, quantas séries e repetições, quanto tempo de duração, quantas vezes por semana, são perguntas relativamente fáceis de serem respondidas quando o professor sabe quais as metas/objetivos do aluno/cliente, suas reais necessidades e, fundamentalmente, o nível de condicionamento físico.

Para isso, deverá utilizar instrumentos de avaliação que permitam orientar adequadamente o treinamento. Por meio da avaliação, poderá determinar as sobrecargas que irá utilizar, em função da periodização e especificidade da modalidade. Este exemplo pode ser ampliado tanto para uma equipe em treinamento, no caso do esporte, ou para indivíduos que participam de um programa de treinamento personalizado ou em grupo e, sinteticamente teríamos: formulação dos objetivos, seleção dos meios e métodos (com a devida prescrição de intensidade e volume), reformulação de programas e composição da equipe, no caso do esporte ( Böhme e Dal’Molin Kiss, 2003; Brooks, 2004; Guiselini, 2009; Franks e Howley, 2007)

Avaliar capacidades ou habilidades? Esta é uma questão bastante atual, motivo de muitas discussões entre os especialistas sobre o que avaliar e a escolha dos respectivos testes que mais atendam aos propósitos do programa. De acordo com Dal’Molin Kiss e Böhme (2003), os aspectos de cineantropometria morfológica como massa, estatura, perímetros, diâmetros e comprimentos, associados a proporcionalidade, somatotipo, composição corporal e maturação sexual devem ser avaliados.

Por sua vez, em cineantropometria funcional, também são incluídas as avaliações das variáveis condicionais: resistência aeróbia (potencia e capacidade- aeróbia), resistência anaeróbia (potencia e capacidade láctica e aláctica), velocidade, força/potencia muscular e velocidade (Dal’Molin Kiss e Böhme 2003).

Questionário de histórico médico, anamnese, avaliação postural e hábitos alimentares são também utilizados na avaliação para fornecerem importantes informações para auxiliar a elaboração da prescrição de treinamento (Brooks, 2008; Griffin, 2006; Heyard, 2002).

Programas de Avaliação Física Computadorizada para Personal Trainers, Academias, Nutricionistas, Clinicas e demais interessados, estão disponíveis no mercado, dentre eles: Acadêmico Physical Test 1.0 – Avaliação Física Free; Physis Evoluiton; Physical Test 6.0; Galileu Avaliação Física Digital; Sistema de Avaliação Física Desktop (Gratuito); Training Test 2.0.0; Avaliações Saúde em Movimento.com.br.

Avaliação Funcional: como avaliar o Padrão de Movimento

Nota-se na população em geral uma tendência cada vêz maior para adquirir melhor aptidão física para viver com mais qualidade de vida, saúde e bem-estar. É muito grande o número de pessoas se esforçando para aumentar a resistência aeróbia, força e resistência muscular, flexibilidade e potencia; diminuir gordura e aumentar a massa muscular é, para muitos, o principal objetivo (Cook e Burton, 2009; Aeberg, 2006, Guiselini, 2006).

No entanto muitos praticantes são ineficientes em termos de executar os movimentos fundamentais, não são capazes de realizar corretamente habilidades motoras básicas, treinam de forma inadequada, pois não conhecem os “pontos fracos”, acabam reforçando o problema existente favorecendo o aparecimento de lesões decorrentes do treino errado.

Segundo Cook e Burton (2009) a maioria das pessoas não faz nenhuma avaliação da execução correta de padrões de movimento antes de iniciar um programa específico de força, condicionamento físico geral ou mesmo reabilitação. Por isso é essencial testar os movimentos fundamentais antes de iniciar qualquer programa de exercícios. Ao analisar os padrões de movimento e não apenas uma área específica (como por exemplo, teste de força), pode-se identificar pontos fracos e, à partir daí organizar um programa de exercícios com foco individual na área necessitada.

Se o “ponto fraco” não for identificado, o corpo começa a compensar, resultando em movimentos ineficientes e é esse tipo de ineficiência que acaba causando a diminuição de performance e aumento de lesões. (Cook e Burton, 2009, Boyle, 2004).

O Functional Movement Screen - FMS e o Sistema de Exercícios Corretivos têm como objetivo analisar os padrões fundamentais de movimento como parte para identificar os “pontos fracos” das cadeias cinéticas do corpo humano e sugere exercícios específicos para corrigi-lo. A correção, uma vez conseguida, permite maior eficiência de movimento para o individuo ou atleta, resultando em performance melhorada e diminuição do potencial de lesões(Cook e Burton, 2009).

Treinar o movimento, não o músculo de forma isolada, é o foco principal dos adeptos do Treinamento Funcional, portanto recomenda-se a utilização da Avaliação dos Padrões de Movimento – FMS, para:

1. Identificar indivíduos com alterações na estabilidade, mobilidade de ou assimetrias,

2. Auxiliar a elaboração de programas utilizando exercícios corretivos de maneira sistemática, para normalizar ou aprimorar os padrões de movimento,

3. Propiciar uma ferramenta sistemática para monitorar o progresso e desenvolvimento de padrões de movimento durante as mudanças no nível de aptidão física do aluno,

4. Criar uma base de informações sobre os movimentos funcionais que permite a classificação e dados para futuras comparações.

A prescrição do treinamento funcional tem, portanto uma forma pedagógica para adequar corretamente a seleção e aplicação dos exercícios funcionais, da mesma forma que para prescrever a intensidade, volume e duração de uma modalidade exercício aeróbio o professor utiliza a porcentagem do VO2max como valor referencia, deverá fazer a avaliação dos padrões de movimento para prescrever os exercícios funcionais.

O FMS – Functional Movement Screen, para a avaliação dos padrões de movimento, utiliza sete testes:

1. AGACHAMENTO PROFUNDO – “Deep Squat”

2. PASSO POR CIMA DA BARREIRA – “Hurdle Step”

3. AVANÇO EM LINHA – “In Line Lunge”

4. MOBILIDADE DO OMBRO – “Shoulder Mobility”

5. ELEVAÇÃO DA PERNA ESTENDIDA – “Active Straight Leg Raise

6. FLEXÃO DE BRAÇOS COM TRONCO ESTÁVEL – “Trunk Stability Push-Up”

7. ESTABILIDADE DE ROTAÇÃO – “Rotatory Stability

Veja, abaixo, exemplos de alguns testes utilizados no FMS.

Foto 1.  Agachamento Profundo - “Deep Squat”

Foto 2.Passo por Cima da Barreira - “Hurdle Step”

Foto 3. Avanço em Linha - “In Line Lunge”

No Centro de Aptidão Física, do Instituto Mauro Guiselini, além da Avaliação Funcional – FMS, os testes de avaliação do CORE e Encurtamento Muscular também fazem parte do protocolo de Avaliação para a elaboração e prescrição de treinamento dos alunos/clientes.

Avaliação Funcional: como aprender

O Instituto Mauro Guiselini e o Instituto Phorte , com a participação do Prof. Ms. Mauro Guiselini, Prof. Fisio. Rafael Guiselini e a Dra. Carla Sottovia, Master Trainers do FMS, realizara no dia 15 e 16 de maio, em São Paulo, o primeiro curso abordando Avaliação Funcional (FMS), Avaliação do CORE e Avaliação de Encurtamento Muscular, incluindo interpretação dos testes e aplicação prática.

Para saber mais sobre o curso acesse www.institutophorte.com.br.

Para manter-se atualizado www.institutomauroguiselini.com.br

Referencias

1. Aeberg E. Resistance Training Instructor. 2a. Ed. Champaign: Human Kinetics;2007

2. Boyle M. Functional Training for Sports. Champaing, IL: Human Kinetics, 2004.

3. BROOKS, D. O Livro Completo para o Treinamento Personalizado. São Paulo: Phorte Editora, 2008.

4. Cook G. Athletic Body Balance: optimal movement skill and conditioning for performance. Champaing, IL: Human Kinetics, 2003.

5. Cook G, Burton L. FMS: Functional Movement System. São Paulo: Instituto Mauro Guiselini, 2009.

6. GRIFFIN, J.C. Client-Centered Exercise Prescription. 2ª ed. Champaign, Illinois Human Kinetics, 2006.

7. Guiselini M.A. Aptidão Física, Saúde & Bem-Estar: fundamentos teóricos e exercícios práticos. 2ª. Ed. São Paulo: Phorte Editora, 2006.

8. Guiselini M, Guiselini R, Sottovia C. Functional Movement System: manual do professor. São Paulo: Instituto Mauro Guiselini, 2009

9. HEYARD, V. H. Advanced fitness assessment exercise prescription. 5ª ed. Champaign, Illinois: Human Kinetics, 2007.

10. Howley ET, Don Franks B. Manual de Condicionamento Físico. 5ª. Ed. Porto Alegre: ARTMED, 2007.

11. Kiss, MAPDK. Esporte e Exercício: avaliação e prescrição. São Paulo: Ed. Rocca, 2003